A MEMÓRIA É UMA TRAIÇÃO – Acolhimento Pedro Branco

29 Março
Domingo 17h

M/14  Teatro
70’

(10€ bilhete único)

“A MEMÓRIA É UMA TRAIÇAO”

Gosto da palavra “propósito”. Podemos encerrar nela quase tudo e quase nada. É, pois, numa espécie de vazio à la carte que a ousadia se dá (outra palavra que gosto).

“A memória é uma traição” surgiu a propósito da reação do Orlando um comentário meu no Facebook, numa destas redes atuais cheias de perdidos convencidos que têm poder ou… propósitos… que faz com que hoje seja difícil a permanência.

Tenho, portanto, apenas e só, o propósito de deixar uma permanência que possa servir uma ideia de cada um procurar dentro de si as maiores banalidades sobre o assunto e que se sinta verdadeiramente poderoso e cheio de argumentos para poder opinar e… postar.

“A memória é uma traição” é um diálogo “toca e foge”, uma frenética deambulação pelas vidas e experiências de dois teimosos – o Orlando e eu – que acreditam ser isso e muito mais. Uma vertigem, às vezes embriagada, que folheia o livro do Orlando (“Regresso a casa”), como se fossem dedos ansiosos de uma mão por nunca chegar ao fim da leitura. Uma vertigem com a ousadia de ser perpétua.

Não se espere grande coisa, sinceramente. Que para isso existem os poetas. 

Pedro Branco


ESPAÇO

Ao centro, a toda a largura do palco, atrás, uma tela onde serão projetadas em grande formato vídeos que acompanham os audios dos textos do livro do Orlando.
Ao centro, uma mesa redonda, onde está sentado o Orlando.
A um canto, discreto, numa cadeira de realizador, o “Encenador”, que vai interagindo com o Orlando durante a representação.


MEMÓRIA DESCRITIVA

Orlando é uma pessoa que está sentada na mesa de um café e que vai pensando emvoz alta sobre a vida, sobre o futuro, sobre o passado, sobre o Homem… Vamos sendo confrontados e inquietados com uma série de pensamentos sobre nós.
Pelo meio, vamos assistindo à leitura em vídeo de algumas histórias do pátio e dasvivências de um homem de 63 anos, mostrando que Lisboa foi uma cidade bem diferente do que é agora. Aqui, também, acabamos por nos debatermos com a mudança dos tempos e, por consequência, com o nosso lugar no mundo.
O encenador, a um canto, vai ajudando neste “diálogo” entre o passado e o presente, procurando que se realcem alguns aspetos que, naquele momento e a partir de algum acontecimento inesperado, possa acontecer.
O público, no final, fica com um portefólio de memórias várias, que seguramente, não o deixará indiferente.


EQUIPA ARTÍSTICA e TÉCNICA 

Encenação | Pedro Branco
Textos e Interpretação | Orlando Luz e Pedro Branco
Espaço Cénico | Orlando Luz
Edição de Som e Vídeo | Francisco Luz

Reserva OBRIGATÓRIA:
email [email protected]
telefone  938018777 ou 966046448

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