23, 24 Novembro
Sex, Sáb 21h30
M/16  Teatro
75’

A guerra não passa de um Aquário cheio de corpos, que estão limitados por um espaço, onde a única forma de sobreviver é também a única forma de morrer. Os que detém o poder dominam os movimentos das águas consoante o que mais lhes aprouver. E assim sendo, estes corpos não passam de meras saquetas incómodas e poluídas, que um dia pensaram ser humanos. Chamamos humanos aos que desumanizam aqueles que eram tão humanos como nós. E chamamo-nos o quê a nós que não desumanizamos nem somos humanos? Somos os vigilantes silenciosos, os assassinos escondidos, os monstros que assistem, e residem, sentados confortavelmente nos nossos lares, enquanto contribuímos para a destruição do mundo sem fazer nada. Saramago dizia, “se puderes olhar vê, se puderes ver, repara”, nós dizemos, se puderes olhar vê, se puderes ver, age.   

Texto, Direcção e Interpretação Carolina Figueiredo e Mafalda Mósca  Apoio Técnico André Madruga e José Santos  Cenografia Carolina Figueiredo, Júlio Almas e Mafalda Mósca  Voz: Tiago Carrasco Operação de Luz e Som: André Madruga  Edição de Vídeo Samir lx connct  Apoio à Produção Lua Cheia e Departamento de Artes Cénicas, Universidade de Évora Produção Teatro Efémero